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sábado, 29 de setembro de 2018

Constelações

  Isso é algo que escrevi para a aula de português no dia 27/09/2017.


 Dependendo dos olhos, o ponto de ônibus pode ser como um observatório de estrelas. Todas as pessoas que por ali passam , enquanto espero, me fazem questionar e imaginar sobre quem realmente são e pelo que passam.

 Uma senhora se sentou ao meu lado, me olhou e sorriu. Ficou me olhando por alguns segundos, ela tinha um olhar cansado, mas o sorriso intacto. Imagino que nem mesmo o tempo foi capaz de apagar sua simpatia. Realmente pensei "Será que ela me confundiu com alguém?"

 Após uns minutos noto uma pequena garota com os olhos curiosos e um sorriso  entusiasmado no rosto, apertou a mão de sua mãe e com uma fala fraca lhe disse algo no ouvido. A mulher se virou para mim, olhou para sua filha e disse "Você ainda é muito nova". Eu fiquei imaginando o motivo para a mulher ter dito aquilo e também o por quê dela estar dando mais atenção ao celular em sua mão do que para sua filha que estava ao seu lado querendo atenção.

 Se passando 5 minutos uma silhueta conhecida se aproxima, quando ouço sua voz percebo que era uma antiga vizinha. Com um sorriso me abraçou, pegou em meus cabelos e disse "Como você teve coragem de fazer isso com com o seu cabelo? Vocês jovens realmente gostam de coisas gritantes", eu apenas me despedi já que o ônibus havia chegado. Entrando no ônibus e refletindo, enfim percebi. Todos nós estamos sujeitos a ser estrelas observadas pelas pessoas, elas nos olham e julgam nossas atitudes. Assim como minha antiga vizinha estava errada sobre o meu cabelo rosa, que pintei porque gosto de mudanças, as pessoas que observei podem não ser realmente o que eu enxerguei.

                                                                                     - Wang

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